Quase toda empresa hoje quer "fazer IA". Faz um workshop, anima a equipe por duas semanas, e depois tudo volta ao normal.
Eu já tinha visto esse filme. Quando me pediram pra colocar IA pra rodar na liderança, eu sabia que curso avulso não ia ficar de pé. Precisava ser cultura, não evento.
O método antes da ferramenta
Montei um programa de verdade. Evento de nivelamento, pra todo mundo partir do mesmo ponto. Um comitê permanente, dividido em quatro frentes, pra manter o tema vivo depois que o entusiasmo inicial passa. E governança de LGPD como portão obrigatório: nada vai ao ar sem passar por ali.
Dois princípios sustentaram tudo, e eu repito até hoje. Prova, não promessa. Cultura, não curso avulso.
A prova
O resultado mais concreto não foi um relatório bonito. Foi produto rodando.
O próprio time de marketing construiu onze produtos internos, com vibe coding, e colocou em produção. Sites, ferramentas de gestão, simuladores. Marketing construindo software de verdade, em uso.
É a base de uma palestra que estou montando: do prompt ao produto. Porque a história não é sobre a ferramenta. É sobre o que acontece quando você dá método pra uma equipe que antes só pedia as coisas prontas.
O que isso diz sobre o seu trabalho
Minha tese de sempre: a IA não vai substituir o gestor de marketing. Vai expor quem nunca teve método.
Onze produtos não saem de um prompt sortudo. Saem de estrutura, governança e direção. A ferramenta é a mesma pra todo mundo. A diferença é o método de quem segura o leme.