Num processo seletivo para head de marketing, o candidato fez uma pergunta simples no final da entrevista:
"Qual é a meta do marketing aqui?"
Silêncio. O CEO olhou para o RH. O RH olhou para o sócio. O sócio disse: "A gente trabalha com geração de demanda."
Geração de demanda não é meta. É descrição de tarefa.
O candidato agradeceu, foi embora e mandou um e-mail educado recusando a posição antes mesmo de receber uma oferta.
Eu ouvi essa história e reconheci o padrão na hora.
Quando uma empresa não consegue responder qual é a meta do marketing, geralmente não é por falta de dados. É porque ninguém nunca decidiu de verdade qual é a função do marketing ali.
E aí o setor vive num limbo que eu chamo, no meu livro, de função de suporte: existe para servir outras áreas, cumprir pedido, entregar peça, "apoiar o comercial". Nunca para crescer.
O problema não é ter budget pequeno. Não é ter equipe enxuta. O problema é que a empresa nunca colocou o marketing no lado certo da conta, o lado da receita.
Marketing de suporte tem chefe. Marketing de crescimento tem meta.
E a diferença entre os dois não aparece no organograma. Aparece exatamente nessa pergunta que o candidato fez, e que ninguém soube responder.
Antes da próxima contratação ou da próxima rodada de planejamento, vale testar: se alguém me perguntasse hoje qual é a meta do marketing, eu saberia responder em uma frase?
Se a resposta travar, o problema não é de comunicação.
Estou compilando um material sobre como estruturar a função de marketing orientada a resultado. Comente a palavra NARRATIVA aqui embaixo e eu te mando o link.